Profeta é quem prediz o futuro?

Profeta é quem prediz o futuro?

Profeta é quem prediz o futuro?

O profeta não é antes de tudo aquele que “prega” ou “revela” acontecimento futuro.[1] Sabia? É, em primeiro lugar, um intermediador do  Transcendente. É um porta-voz.

 Ouvir –  Com muita frequência o profeta denuncia as faltas que se cometem contra a Lei. “Moisés falou ao povo, dizendo: 18 15 “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir” (Dt 18,15). Nem sempre é ouvido.  Ele luta contra os hábitos vazios de um passado, contra as observâncias de aparência. Condena o culto exterior e os sacrifícios que escondem a hipocrisia.  Coisas tão antigas e tão atuais, não! Por isso o intermediário de Deus é, comumente, ignorado.

Conhecer. O profeta é constituído por Deus para arrancar e demolir, para destruir e abater, para edificar e plantar  (Jr 1,10). Ele  bate, então, muitas vezes de frente com o povo e os costumes.”18Eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens. 19 Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso” (Dt 18,18). A lei era para o judeu um ponto privilegiado de encontro com a vontade de Deus, mas acarretava um risco: o de uma observância apenas literal, jurídica, sem coração. Culto e tradições são duas realidades que se completam. Não devem se distanciar. Mas, infelizmente,  muitas vezes se distanciam. Da mesma forma, é preciso conhecer a vontade do Senhor e a praticar. É o que sempre exortaram os profetas e os enviados de Deus.

Autoridade - Há profetas em nosso tempo. Porém, são necessários mais. Quem deve ser? Cada cristão. Ele precisa corresponder ao nome. O cristão verdadeiro anuncia e denuncia por seu testemunho. Se ele age bem, é motivo dos outros se questionarem. “27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade” (Mc 1,27). A pessoa que age conforme o  bem é questiona os outros por sua própria atitude. Cristão é aquele que vive a doutrina e o ensinamento de Jesus Cristo. Difícil, não? Sem dúvida.

Cada batizado, sob pena de estar traindo seu batismo, é convidado  a ser mediador do Altíssimo. Ou então, seria mais coerente renunciar de vez ao seu compromisso de ser seguidor de Jesus Cristo. Deve se questionar. O melhor, é viver como profeta, como intermediário entre o céu e a terra, como alguém que testemunha com autoridade de que há um reino melhor pelo qual vale a pena viver.

 Eu, diante desta realidade

Ouvir
15 O Senhor teu Deus suscitará para ti, do
meio de ti, dentre os teus irmãos, um profeta como eu:
é a ele que deverás ouvir.(Dt 18,).

Ouço os profetas do Senhor, em nossos dias? Que vozes são referenciais para minha conduta no dia a dia?

Servir ao Senhor
32 Eu gostaria que
estivésseis livres de preocupações.
O homem não-casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.
33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura
agradar à sua mulher.
34 E, assim, está dividido. (1Cor 7,32-34).

Como leigo, vivo no mundo, porém, de modo que agrade ao Senhor?

Autoridade
22 Todos ficaram admirados com seu ensinamento,
pois ele os ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas.
(Mc 1,22-24).

Meu testemunho convence os outros de que tenho fé?

 Minha prece

Senhor,
Quero desempenhar melhor minha missão: ser testemunha do teu amor.
Preciso revelar este amor no encontro com os amigos, no trabalho,
Pelo auxílio em minha comunidade.
Servir ao Senhor, significa servir aos irmãos.
Dessa forma, darei testemunho daquilo que Jesus ensinou
E deixou para que todos vivêssemos.
O meu testemunho precisa denunciar o mal
E mostrar que é possível viver em concórdia, respeitando o próximo.
Meu testemunho poderá mostrar que é possível construir um mundo melhor,
Onde todos viverão em paz, com dignidade.
Ajuda-me, Senhor, a desempenhar minha missão de profeta.
Anunciar o bem e denunciar o mal.



[1] Missal dominical da Assembleia cristã. São Paulo: Paulus, 1995,